Publicado por: Thaís Fonseca | 21/12/2010

Cinderela – Uma História de Amor Art Déco

Ilustrações caprichadas e cheias de detalhes dão nova cara ao conto de fadas

Confesso que não me animo muito a ler novas versões de princesas dos contos de fadas, como é o caso deste livro, pelo simples motivo de que é muito fácil cair no já-vi-isto-antes. Mas nesta edição a surpresa foi boa. Nem tanto pelo texto, que conta de forma bem enxuta aquilo que já se sabe sobre a Gata Borralheira – ao menos a da Disney (em linhas gerais: madrasta e irmãs más + fada madrinha + baile do príncipe + fim do feitiço + mais perda de sapato + encontro da dona do sapato = final feliz).

São as ilustrações que fazem toda a diferença. Os desenhos informam que a história é ambientada nos anos 1920, com direito a cortes de cabelos, vestidos e detalhes (muitos detalhes) decorativos da época e formas inspiradas no design da art déco (como já informa o título). A princesa não mora num castelo, mas enfrenta todos os dramas da velha e boa Cinderela após sua mãe morrer e seu pai, tão cego – literalmente – quanto ingênuo, “adotar” uma nova família, bem “bruxa”. Em alguns momentos as ilustrações privilegiam ângulos pouco convencionais para a história (como ao mostrar a princesa num momento triste de cima para baixo, a partir dos varais de roupas) e trazem novidades como, no lugar da carruagem, um carro luxuoso, que leva a mocinha ao baile do príncipe.

Os desenhos são de David Roberts, um ilustrador inglês cuja experiência na profissão tem origem no mundo da moda (não à toa os vestidos das personagens são ótimos). Ele assinou alguns livros infantis, entre eles este, feito em parceria com a irmã Lynn. Ambos assinam ainda a versão “Rapunzel – Um Conto de Fadas Fabuloso”, que se passa nos anos 1970 e deve reunir vários detalhes e referências da época. Ainda não vi, mas em tempos de “Enrolados”, nova animação da Disney que estreia em janeiro (também com inspiração em Rapunzel), e com as surpresas deste livro, arrisco dizer que vale a pena conhecer.

Coisas legais
– Desenhos caprichados e cheios de detalhes. Dá para passar um tempão observando.

Coisas chatas
– A história já é conhecida e, ao menos na escrita, não se destacou como uma versão original (como foi a de Monteiro Lobato para “Peter Pan” de J. M. Barrie, por exemplo)

CINDERELA – UMA HISTÓRIA DE AMOR ART DÉCO
Autora:
Lynn Roberts
Ilustrações: David Roberts
Editora Zastras
36 páginas

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