Publicado por: Thaís Fonseca | 21/12/2009

O Rapto do Professor de Matemática

Números viram personagens em história sobre matemática

Philippe Barcinsky, mais conhecido como cineasta, reúne sua experiência com o público infantil da TV (ele dirigiu um quadro no programa da TV Cultura “Castelo Rá Tim Bum”) e com os números (frequentou aulas de matemática e física na faculdade) em sua estreia na literatura infantil com ”O Rapto do Professor de Matemática”. O resultado é feliz, principalmente na escolha original de um dos personagens: o número 1,35273849827.

Tudo começa quando um professor que adora matemática apresenta o número, gigante, para os alunos. Em seguida, misteriosamente, a cidade entra em confusão total quando a engrenagem dos números entra em colapso e o professor é chamado pelo Zero para ajudar. O motivo: o 1,35273849827 fugiu e bagunçou tudo que envolve operações matemáticas. Esta fuga chega a ter um tom “moral da história” por um lado, quando tenta mostrar ao leitor como a matemática faz parte do cotidiano e é importante para várias questões que não pensamos, como nas contas simples para o troco na cantina da escola ou no funcionamento dos relógios.

Mas este “tom” não prejudica a trama, já que é acompanhado de outros fatores mais intrigantes. Um deles é o fato de os números aparecerem como personagens e interagirem com pessoas. O autor usa, nestes casos, referências divertidas, como aos números primos, Pi e números gregos e romanos. E, por tabela, dá uma cara atrativa a uma matéria da escola que, há gerações, consegue ganhar a antipatia de crianças. Também foi boa a sacada do motivo da fuga do 1,35… e da conversa final dele com o professor, motivo de outro ponto bacana da edição, ou seja, a página cheia de números que parecem estar em movimento.

 

Coisas Legais

– A página em que os números parecem estar em movimento

– Ter números como personagens e mostrá-los de forma divertida

 

Coisas chatas

– A edição tem ilustrações legais, mas poderiam ficar ainda mais atrativas com mais cores. A edição só tem amarelo, preto e branco

– Soa um pouco batida a descrição do professor como o “que mais gostava de matemática”, já que sua ajuda aos números poderia ser justificada pelo simples fato de mencionar o tal 1, 35…. em aula

 

O RAPTO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA

Autor: Philippe Barcinski

Ilustrações: Galvão

Editora Girafinha

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