Publicado por: Claudio Prandoni | 09/12/2009

Peter Pan

Narrativa singular, cenários ricos e personagens marcantes pontuam a clássica Terra do Nunca

A obra original de Sir J. M. Barrie era uma peça de teatro e a transição habilidosa do autor para romance confere um tom gostoso e peculiar à narrativa. Mais do que simplesmente contar, o narrador parece dialogar com o leitor, relatando impressões particulares, trocando devaneios e até, de certa forma, fazendo fofocas sobre a rica e colorida trama de “Peter Pan”.

A versão original do conto do menino que não queria crescer encanta pela ingenuidade e criatividade, lidando de forma singela com assuntos díspares, como danças de índios, refeições de mentirinha, matança de piratas e claro, o dilema de se tornar um adulto. Por vezes até perdura a dúvida se é verdadeira inocência ou uma pitada do característico humor britânico, que beira o nonsense e a ironia.

Da soma da brilhante forma de contar a história com o rico cenário que é a Terra do Nunca, onde tudo pode acontecer com todos a qualquer momento (principalmente se Peter Pan desejar) e povoado por figuras cativantes, como o Capitão Gancho, e lugares paradisíacos, a exemplo da Casa Subterrânea dos Meninos Perdidos e a lagoa em que vivem as sereias, nasce um clássico delicioso de acompanhar. Não chega a ser um livro para devorar, em que cada página o obriga a ir adiante, mas sim uma história para saborear e apreciar os detalhes.

Coisas legais
– Personagens cativantes
– Cenários ricos e criativos
– Estilo singular e simpático de narrativa

Coisas chatas
– Ritmo cadenciado de história; alguns podem achar lento e enfadonho

PETER PAN
Autor:
J. M. Barrie
Tradução de Ana Maria Machado
Editora Salamandra
274 páginas

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Responses

  1. […] de Sabuda. Ainda assim, para quem se aventurar no texto, pode ser bem mais confortável se ater ao livro tradicional (uma dica é a versão de Monteiro Lobato, também bem divertida) e reservar esta edição para […]

  2. […] de Sabuda. Ainda assim, para quem se aventurar no texto, pode ser bem mais confortável se ater ao livro tradicional (uma dica é a versão de Monteiro Lobato, também bem divertida) e reservar esta edição para […]


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