Publicado por: Thaís Fonseca | 29/09/2009

‘Where the Wild Things Are’

Livro recém-adaptado para as telas mostra aventura de garoto entre criaturas gigantes

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O livro “Where the Wild Things Are”, lançado nos anos 1960, foi premiado e parece ter marcado gerações nos EUA. No Brasil, o burburinho sobre o título e sobre seu renomado autor Maurice Sendak ganha força com o filme homônimo, ainda inédito, de Spike Jonze. Ainda assim, não é tão simples encontrá-lo nas livrarias. Ter a edição em mãos valeu, no meu caso, uma encomenda antecipada numa livraria de SP e na versão original, ou seja, em inglês. Mas a espera valeu a pena.

À primeira vista, pode parecer um livro muito rápido de se ler, já que o texto é bastante enxuto e direto. Mas observar as ilustrações faz toda a diferença. Os desenhos têm bastante detalhes e complementam o texto. Por exemplo, enquanto a primeira página descreve que Max, o personagem principal, “made a mischief of one kind”, a segunda diz apenas “and another”, e revela, apenas por meio das ilustrações, que entre suas travessuras estava correr atrás do cachorro com um garfo em punho. Aliás, a expressão do personagem não é, digamos, a de um menino comportado, e demonstra um ar de travessura que beira o politicamente incorreto (suas características e ações chegaram até a assustar alguns adultos na época do lançamento oficial do livro).

Na história, ele veste uma fantasia de lobo, com direito a orelhas, rabos e garras e apronta várias em casa. Repreendido pela mãe, é chamado por ela de “wild thing”, algo como “coisa selvagem”. Em resposta, diz que vai comê-la e é mandado para o quarto sem o jantar. Sozinho no cômodo, sente raiva e cria, nestes momentos de solidão, um universo à parte: seu quarto é tomado por árvores e vira uma floresta. Também surge um barco que o leva para a terra das “coisas selvagens”, monstros com imensas garras que acabam se encantando pelo garoto e o nomeiam rei. Tudo isto, na fantasia de Max, dura um longo tempo, suficiente para que ele viaje para este novo mundo e se divirta com seus amigos gigantes. Mas o momento “wild” do garoto e sua frustração pela censura da mãe vão passando quando ele começa a sentir falta do lugar onde há “alguém que o ama mais que tudo”. Então, quer volta para o mundo real sem ter, na verdade, ficado tanto tempo “fora”. Como o livro quase não tem diálogos e muito da história se conta por meio dos desenhos, fica difícil imaginar como será a adaptação para as telas. Mas dá para entender por que a ideia pareceu atrativa para o cineasta e por que Max, com seus os traços pouco corretos e ao mesmo tempo tão comuns, se mostrou um personagem interessante.

Coisas legais
– As ilustrações complementam mesmo o texto e em algumas páginas aparecem sozinhas para contar a história
– Os monstros, apesar das garras e dentes grandes, tem um ar bastante simpático (por outro lado, isto pode ser um item chato para algumas pessoas…)

Coisas chatas
– A expressão de Max deixa claro sua raiva e sua altivez, o que o deixa um pouco antipático

WHERE THE WILD THINGS ARE
Autor e ilustrador: Maurice Sendak
Editora Harper Col

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Responses

  1. […] Jonze “Onde Vivem os Monstros”, resolvi ler o livro de Maurice Sendak que o inspirou e escrevi uma resenha para este blog. Desde então, a edição já pipocou por aí e o filme está bem perto do lançamento (18 de […]

  2. […] contato com o filme de Spike Jonze “Onde Vivem os Monstros”, resolvi escrever uma resenha para este blog sobre o livro que o inspirou, escrito por Maurice Sendak. Desde então, a edição em português […]


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